(...) Foi
o meu confronto com a inevitabilidade da vida, naquilo que ela tem de mais
injusto, com coisas que não controlamos, que nos ultrapassam e contra as quais
nos sentimos terrivelmente inúteis e impotentes. Foi na verdade a primeira vez
que me ocorreu com tanta clareza, que a vida e tudo o que nos rodeia pode mudar
num segundo, que a felicidade é por natureza uma coisa efémera. Nestes últimos
tempos, sinto que cresci não apenas porque isso faz parte de um processo
natural de crescimento e amadurecimento decorrente da idade, mas porque fui
forçada a fazê-lo. E como eu quis, inimagináveis vezes, trocar de lugar e
sofrer pelos que amo! Embora, neste momento, as coisas tenham estabilizado e eu
esteja otimista, alguma coisa mudou de forma definitiva em mim. Claro que
continuo a fazer planos, a curto, a médio e a longo prazo, mas aprendi a
valorizar cada coisa boa, em cada dia que passa. Aprendi a dar valor ao
essencial, mais do que ao acessório, aprendi a valorizar mais aquilo que temos,
do que aquilo que julgamos que se tivermos, nos fará mais felizes!
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